17/4/2004 - 14:40 Eu não sei por onde começar esta história de horror, mas vamos lá. 10 anestesias e 6 pontos em 4 horas. Eu sei que existe coisa pior, mas isto que eu vou contar está sendo horrível, porque a anestesia está coneçando a passar e a dor já começou faz tempo. Eu me lembro, que em janeiro de 2002, eu arranquei o primeiro dos meus dois sisos e tudo que eu passei foi a metade do que eu passei hoje. Consulta marcada para as 9:30 da manhã e eu, pontual como nunca, estava lá. Esperei mais uns 20 minutos na recepção porque o material este- rilizado precizava esfriar. Após este tempo, eu fui atendido e por mais meia hora eu passei por uma seção terapeutica de anestesia intercalada com um bate-papo do tipo: como vai a família? e, faz tempo que tu não vem aqui. Então veio a próxima hora, aquela em que tu passa por tantas coisas ruins e chega a imaginar que não podem vir coisas piores; e, claro, que eu estava completamente enganado. Durante esta hora, foi retirada, com uma broca, uma siguinificativa parte do meu maxilar. Cada vez que ela me atingia, minha cabeça tremia como se estivesse dentro de um liquidificador. E nada do dente amaldiçoado se mecher. Quem não passou por isto não tem idéia do que é 18/4/2004 - 16:43 Aproximandamente 45 minutos depois que eu começei a escrever o texto acima (obs: eu estava escrevendo com apenas uma mão pois a outra estava segurando uma sacola com gelo enrolada em um pano de prato), a anestesia passou completamente e, óbiviamente, me impediu de contiuar a escrever, apenas agora eu consegui retomar o rumo desta prosa. Sim, estas últimas 24 hora foram de muito sofrimento e pouco sono. Mas, felizmente, desta vez, foi menos agoniante do que da outra, por- que na outra vez, eu me lembro de ter passado o dia inteiro deitado, com uma dor insuportável, e desta, eu passei o dia inteiro sentado olhando para uma parede a 3 metros de distância, comendo sorvete, fazendo compressa de gelo no rosto e com uma dor insuportável. Como eu ia dizendo, ontem, o dente não se mechia de jeito nenhum, e então, ele se mecheu, mas não o suficiente. Eu já ia esquecendo de mencionar que o dentista montou a estratégia de extração, baseada em uma radigrafia panorâmica de dois anos atrás, e isto não foi uma coisa legal porque ele queria extrair o dente inteiro ao invés de quebrar no meio e depois passar um aspirador de pó para limpar toda a sujeira. Estas tentativas foram feitas utilizando um alicate e uma alavanca, resultando na quebra da corôa (parte de cima do dente) deixando as raízes lá dentro. A essas alturas, já existia um buraco em baixo da minha língua, feito pelo sugador de saliva e, terminanos a primeira hora com uma seção de radiografia, feita em outra dependência do consultório. Esta nova radiografia revelou apenas a metade do problema. Ela mostrou que a ponta da raiz de traz era mais larga que a coroa. A essas alturas, eu não conseguia mais ficar com a boca aberta e surgiu uma dúvida cruel: Deixar as raízes e fechar os pontos, sendo necessário voltar para retirá-las mais tarde, ou continuar até o fim. Isso já devia ser perto da 1 da tarde. Eu decidi parar e ele pediu para tentar mais 1 vez. Broca vai, alavanca vem, sugador machucando, maxilar cada vez mais fino, boca quase rasgando, assistente curiosa e eu tentando respirar, e voia lá, a mostruosa raiz da frente saiu! Então chegamos ao fim, ó não, era apenas meio caminho andado. Então a anormalidade é encotrada. Sim, as coisas sempre podem piorar e o que não tinha sido revelado na radiografia se mostra na perplexidade da expressão do dentista. Ao ponto de ele dizer que não tinha visto nada igual em 37 anos de profissão. A raiz de traz se dividiu em dois e estava quase virando osso, ou o osso estava quase virando dente, e eu quase revirando os olhos. Acho que era uma questão de honra para o dentista; retirar este dente amaldiçoado. E lá continuamos nós: eu aguentado no osso a dor dos músculos e do maxilar, e ele, a dor no braço de tanto fazer força. Agora era apenas uma questão de tempo, pois ele já sabia o que tinha que fazer. Tirar mais um pouco do maxilar, e era isso. Após sair os pedaços maiores, ainda faltava passar um aspirador de pó e custurar. Isso pode até parecer fácil, mas não é, depois de tanto tempo de sofrimento. Dica jante muito bem no dia anterior, tome um baita café da manhã no dia e não utlize radiografia antiga. Eu devo ter passado 80% do tempo com a boca aberta e 50% com ela esgaçada, e o maldito sugador rasgando e machucando em baixo da língua. E por último, toda dor que tu não sentir, durante a extração, vai ser sentida nas próximas 24 horas, intenssivamente, porém gelo, remédio e sorvete ajudam muito. fabio.m ps: neste momento 17:40 ainda dói para engulir a saliva, o engraçado é que com sorvete não dói. Bom vou lá comer um sorvete então.